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Ortopedia e Cirurgia da Coluna

Artrodese lombar menos invasiva mini-open

Por Gustavo. 14 de julho, 2015. Comente este post

Artrodese lombar menos invasiva com afastadores tubulares

O dano aos músculos eretores da espinha e principalmente ao músculo multifidus, pela técnica de artrodes tradicional com incisão na linha média e reinserção muscular, pode ser implicado com uma das causa de dor pós-operatória crônica nas cirurgias de coluna vertebral e da chamada síndrome pós laminectomia.

Estudos recentes sugerem que a cirurgia de artrodese lombar, uma das cirurgias mais realizadas pelo cirurgião especialista de coluna, já pode hoje ser realizada com sucesso com menor agressão, preservação das estruturas fisiológicas e da musculatura posterior. Denominada artrodese lombar menos invasiva ou MIS-TLIF (sigla americana), esta técnica tem se destacado por permitir recuperação mais rápida ao paciente com menor sangramento e menor intensidade de dor no período pós-operatório.

Visão transversal comparativa acesso menos invasivo e tradicional

BREVE HISTÓRICO

ARTRODESE POSTERO-LATERAL: Os parafusos pediculares revolucionaram as cirurgias de coluna desde o século passado, implantes até hoje utilizados nas cirurgias de artrodese lombar. Os parafusos são inseridos na região posterior das vértebras, passando pelo pedículo em direção aos corpos vertebrais. Durante muitos anos as cirurgias de artrodese lombar foram realizadas com enxerto ósseo colocado na região posterior e lateral das vértebras e parafusos/hastes longitudinais exclusivamente.

ARTRODE LOMBAR 360 GRAUS: Em 1982 Harms e Rolinger indroduziram a fixação intersomática (entre os corpos vertebrais), para auxiliar os parafusos pediculares, na tentativa de melhor estabilização e alinhamento. Este procedimento ficou conhecido como TLIF – transforaminal interbody fusion, e consiste na colocaçao de enxerto ósseo e um espaçador entre os corpos vertebrais, sistema acrescido dos parafusos pediculares. Os implantes utilizados no TLIF (ou na variação PLIF – posterior lumbar interbody fusion) ficaram conhecidos incialmente como cages (gaiolas, já que eram preenchidos com osso em seu interior), primeiamente em forma de cilindros e hoje tipo cunha, em PEEK. A artrodese então deixou de ser somente posterolteral para se chamar artrodese 360 graus (posterior com parafusos e anterior com os cages, todos realizados no mesmo procedimento). Aumentaram as taxas de fusão, diminuiram as taxas de não consolidação (psedoartrose), e consequentemente melhoram os resultadosclínicos.

ARTRODESE LOMBAR 360 GRAUS MENOS INVASIVA OU MINIMAMENTE INVASIVA: Em 2003 Foley e colaboradores descreveram a mesma técnica de artrodese lombar 360 graus porém com dois pequenos acessos longitudinais mini-open (cerca de 2 cm lateralmente a linha média) ao invés de um único mediano longitudinal. Chamada então de artrodese lombar técnica mni-open ou MIS-TLIF (minimally invasive thoracolumbar interbody fusion), ela se mostrou melhor e superior a tradicional por promover menor sangramento, menor agressão as partes moles, menos dor e menos impotência funcional.

Aspecto pós-operatório imediato das incisões da artrodese mini open (MIS-TLIF)

Aspecto pós-operatório imediato das incisões da artrodese mini open (MIS-TLIF)

Artrodese lombar mini open dois níveis (MIS TLIF)

Artrodese lombar mini open dois níveis (MIS TLIF)

O Dr. Gustavo Carriço realiza a artrodese lombar menos invasiva desde o ano de 2012 no Hospital SOS CARDIO, hospital que tem o melhor e mais moderno centro cirúrgico do estado de Santa Catarina. www.soscardio.com.br

Artrodese lombar minimamente invasiva / artrodese lombar menos invasiva / artrodese lombar com afastadores tubulares / artrodese lombar mini-open. Paciente caminhando no mesmo dia da cirurgia.

Dor lombar – tratamento hérnia de disco em Florianópolis – cirurgia com menos dor

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