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Ortopedia e Cirurgia da Coluna

Espondilolistese lombar e cervical na fase adulta. Entenda mais

Por Gustavo. 03 de maio, 2017. Comente este post

Pacientes que apresentam deslizamento entre duas vértebras, termo conhecido como espondilolistese, podem apresentar dor ou desconforto lombar de nível tolerável ou não, e também sintomas de estenose ou estreitamento do canal, como dor ao longo das pernas, devido a compressão dos nervos na coluna. O problema é mais comum do que se imagina, motivo de visitas frequentes ao consultório ortopédico.

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O tratamento de espondilolistese na fase adulta varia principalmente de acordo com o sintoma e também se existe associação com compressão e sintomas neurológicos, como dificuldade de caminhar, dores ao longos das pernas, perda de força ou sensibilidade nos pés.

Os procedimentos cirúrgicos não são a primeira indicação no início do tratamento, já que as atividades de suporte muscular, bem como a reabilitação e fisioterapia promovem ótimos resultados. Contudo quando da presença de importante compressão neurológica e instabilidade (movimento excessivo entre as vértebras acometidas), o tratamento mais invasivo deve ser considerado. Excelentes índices de satisfação são obtidos com cirurgias menos agressivas, seguras e realizadas através de cortes bem pequenos na pele. Pode-se afirmar com segurança que os pacientes com espondilolistese são os que apresentam, no período pós-operatório, os maiores índices de satisfação após uma cirurgia quando comparados aos operados da coluna por outros motivos.

Muito cuidado deve ser tomado portanto ao não se valorizar os escorregamentos (listeses) instáveis e os conduzir como se fossem situações simples. A realização de radiografias dinâmincas (perfil neutro, em flexão e em extensão) auxiliam na determinação se além do escorregamento há ou não instabilidade.

Aspecto pós-operatório imediato das incisões da artrodese mini open (MIS-TLIF) realizada para estabilização de espondilolistese lombar. Paciente caminhou no mesmo dia do procedimento.

Aspecto pós-operatório imediato das incisões da artrodese mini open (MIS-TLIF) realizada para estabilização de espondilolistese lombar. Paciente caminhou no mesmo dia do procedimento.

É importante então destacar que a tomada de decisão no tratamento deve ser baseada em comprovações científicas e não em soluções e promessas encantadoras. Espondilolistese, principalmente na coluna lombar, merece consulta com médico especialista e cirurgião de coluna, não obrigatoriamente para que seja realizada uma cirurgia, mas principalmente para que se monte uma estratégia de tratamento. A necessidade ou não de fusão (artrodese ou colocação de parafusos) associada a descompressão deve ser avaliada individualmente.

Dr. Gustavo Carriço, Dr. Carriço – Clínica da Coluna Vertebral

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